apresentação

As mudanças nos valores da sociedade brasileira e a pluraridade imposta pela globalização e pela facilidade da comunicação humana nos últimos tempos parecem não estarem devidamente captadas e incorporadas pela ciência jurídica.

Não raro, verifica-se no ambiente jurídico uma insistência na repetição de atos e de lições transmitidas como herança de velhas gerações e que pouco se amoldam à realidade social do povo brasileiro. Situações verdadeiramente anacrônicas, nas quais o jurista mantém o mesmo perfil e entendimento construído em priscas eras para solucionar conflitos extremamente novos, descortinados no seio de uma sociedade aberta e multifacetada, marcada pelo multiculturalísmo, exigindo soluções consentâneas com o seu tempo e, principalmente, eficazes.

Convoca-se, pois, o jurista conteporâneo para lapidar os seus conhecimentos e preparar-se, no campo teórico e prático, com o instrumental necessário para a solução de conflitos desse novo tempo. Para tanto, reúne-se, em singular momento histórico, um grupo seleto dos mais completos prfessores e profissionais do Direito Privado e do Direito Processual Civil para conceder régua e compasso aos artífices da ciência jurídica. Jurístas consagrados, cuja experiência é fundamental para afirmar um Direito eficiente e concreto, unindo-se às novas e reconhecidas vozes de quem constrói teses arrojadas em um único evento.

Enfim, um encontro especial, inovador, único: diferentes gerações de jurístas, com a experiência de suas diversas carreiras jurídicas e com a marca da compreensão dos mais diferentes ricões do nosso país, nas mais diversas latitudes e longitudes, debatendo os mais atuais e palpitantes temas jurídicos do direito material e processual e propondo soluções concretas para o cotidiano do profissional e do estudante.

É a marca de um novo tempo, também para o Direito. Um tempo em que a eficiência é exigida ao lado do conhecimento jurídico. Um tempo em que ao Direito não bastará pretensão normativa, sendo fundamental que se lhe dê efetividade social. Exige-se, então, do profissional do novo tempo que se permita, que conheça o novo, para aprimorar a sua qualidade intelectual e para que possa construir uma sociedade mais justa e solidária, fundada no conceito de cidadania. Para tanto, como já dizia um techo musical relevante, é preciso não deixar que "a mente apavore o que ainda não é mesmo velho, nada do que não era antes"...

Sejam bemvindos!

COORDENAÇÃO GERAL: Francísco Sales, Geórge Salomão e Guilherme Bellintani

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